Desocupação devasta o interior do Amapá

DESEMPREGO ENTRE AMAPAENSES
Além de acumular a maior taxa de desemprego geral do país, com 19,6% da força de trabalho fora do mercado, o Amapá apresenta lidera outras estatísticas negativas em relação à ocupação de vagas formais, como o índice de desempregados sem o ensino médio completo, que atinge 35,1% da população do estado nessa faixa. O percentual do estado é quase o dobro da média nacional (19,7%), segundo dados do último trimestre de 2018 colhidos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do Amapá nesse indicador é bem superior aos outros estados, sendo seguido por Alagoas (28,7%), Bahia (26,3%) e Rio de Janeiro (24,6%). A menor taxa é de Santa Catarina (11,1%). O desemprego entre os que estão sem o 2º grau chega a quase o triplo dos amapaenses com ensino superior que estão de fora do mercado. A falta de oportunidades e esperança na abertura de postos obriga muitos jovens a deixar a escola e buscar emprego de forma informal, como do vendedor de água Robert Bacelar, de 22 anos, que estudou até o 1º ano e optou pelo comércio ambulante. “A procura é grande, mas é muito difícil a empresa dar experiência para quem não tem experiência e tem só o ensino médio incompleto. O mercado informal é uma boa maneira de se conseguir um emprego informal”, declarou. A ausência do ensino médio afeta principalmente os jovens, que no Amapá também apresentam dificuldades para ultrapassar esta etapa da formação educacional. A constatação é do Ministério da Educação, que aponta que 37,3% dos estudantes do 2º grau no estado estão fora da série adequada. (…) (Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2019/03/31/desemprego-entre-amapaenses-sem-ensino-medio-chega-a-35percent-aponta-ibge.ghtml)

 

A taxa de desocupação no Amapá alcança níveis alarmantes no interior do Estado, segundo revela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), elaborada com informações do primeiro semestre de 2019. O Amapá é o primeiro de uma amostragem divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e construída com microdados coletados na região Norte. De acordo com o levantamento, no interior a taxa de desocupação entra em queda livre, deixando à mostra uma realidade bem conhecida: o desemprego vem aumentando em cidades do interior.
Por outro lado, se a taxa de desocupação no interior amapaense aumenta, também sobe a informalidade, o que garante a terceira posição ao Amapá entre os estados da Amazônia Legal em que esse aspecto da pesquisa está em constante espiral crescente. Ou seja, em todo o Brasil 62,4% das pessoas que trabalham na informalidade estão no interior, exatos 20,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado e trabalhadores domésticos), sem CNPJ e sem contribuição para a previdência oficial (empregadores e por conta própria) ou sem remuneração (auxiliam em trabalhos para a família).
O levantamento revelou, ainda, um retrato inédito do mercado de trabalho do interior do país. As informações do primeiro trimestre de 2019 mostram que o desemprego no interior é menor que nas regiões metropolitanas em 18 estados. Entre os cinco estados sem região metropolitana, apenas o interior do Mato Grosso do Sul tem a desocupação maior que a capital.
A informalidade no interior é maior que nas regiões metropolitanas, mas isso só não acontece nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Quanto à proporção dessa população, o país tem 13 estados com pelo menos metade de seus trabalhadores do interior em condições informais. Todos esses locais estão no Norte e Nordeste, sendo que o interior do Amazonas tem o maior percentual, com 71,7% de informais. Já o interior de Santa Catarina tem a menor taxa, com 19,4% de seus ocupados na informalidade.
O Amazonas também é o estado com a maior diferença de trabalhadores informais na comparação entre interior e região metropolitana, seguido por Sergipe, Ceará, Piauí, Bahia e Paraíba.
Além da desocupação e da informalidade no interior, os microdados da PNAD Contínua mostram o rendimento médio desses locais no primeiro trimestre do ano. De acordo com a pesquisa, o rendimento mensal dos ocupados no interior equivale a menos da metade do recebido pelos trabalhadores das capitais de oito estados. A média do país é de R$ 2.291.
No Espírito Santo, por exemplo, enquanto um trabalhador do interior recebia R$ 1.725, um da capital ganhava R$ 4.653, a maior diferença encontrada, de RS 2.928. Já Rondônia teve a menor diferença, de R$ 514, onde o rendimento médio do interior foi de R$ 1.736, contra R$ 2.250 em Porto Velho.
Os menores ganhos mensais se concentraram no interior das regiões Norte e Nordeste, sendo o mais baixo no Amazonas, com rendimento médio de R$ 1.016. As regiões de interior com os maiores rendimentos estão nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, todos acima de R$ 2.000.

 

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