AGRONEGÓCIO

Produtos agrícolas da Amazônia são certificados para exportação, diz ministra

Maria Tereza demonstra certeza quando defende a desvinculação do agronegócio das ações de queimadas e desmatamentos ocorridos nas últimas semanas na região

AVALIZANDO — Tereza Cristina isenta a produção do agronegócio na Amazônia de qualquer relação com queimadas ou desmatamentos

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem afirmado que os produtos agrícolas da região da Amazônia cumprem todos os requisitos e têm certificação para exportação. A ministra voltou a destacar que não há relação entre as queimadas no Norte do país e o agronegócio.
“Os produtos daquela região, a grande maioria tem inclusive registro para a exportação. As fazendas que produzem carne naquela região têm registro para a exportação. Tem cadastro, onde tudo foi colocado”, disse, após participar de palestra na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, em São Paulo.
Sobre as queimadas, a ministra ressaltou que essas ocorrem anualmente na Amazônia no período de estiagem. “Não existe nenhuma relação entre um problema na Amazônia, que acontece todos os anos, e o exagero que colocaram. O problema existe [das queimadas], o Brasil sabe disso, o Brasil tem preocupação com as queimadas, que acontecem todos anos, não ocorreram apenas em 2019. A relação é um oportunismo dizer que tem relação com os produtos brasileiros ”.
Em discurso no 4º Diálogo Brasil-Japão, que também ocorre em São Paulo, a ministra destacou que o Brasil concilia a produtividade com o manejo sustentável. “Os exigentes compradores globais precisam ser informados sobre a realidade da produção dos alimentos no Brasil, desde a sua origem nas fazendas até a mesa do consumidor. É fundamental que o mundo conheça o exemplo que a agricultura brasileira tem a dar em aspectos ambientais, sociais e trabalhistas”.

Mercado de agronegócio impulsiona a aviação executiva

PERSPECTIVAS — “Acreditamos em um segundo semestre forte também, com crescimento de 5% no fechamento deste ano”, diz o diretor de vendas da Líder Aviação, Philipe Figueiredo
Por Nelson Cilo

O bom desempenho do agronegócio brasileiro neste ano fez com que a principal empresa de aviação executiva do país, a Líder Aviação, registrasse crescimento de 28% em fretamentos no mês de junho, na comparação com o mesmo período do ano passado, e de 100% no segmento de venda e aquisição de aeronaves.
De acordo com o diretor de vendas, Philipe Figueiredo, houve um forte aumento da demanda depois de um período de turbulências, em 2018, causado principalmente pela instabilidade pré-eleitoral. “Havia uma demanda represada e uma cautela dos empresários em relação aos rumos da economia, inclusive no agronegócio, que hoje representa cerca de 80% dos nossos negócios”, disse Figueiredo. “Acreditamos em um segundo semestre forte também, com crescimento de 5% no fechamento deste ano.” Em 2018, a empresa registrou receita bruta de R$ 682,4 milhões.
A expansão dos negócios no campo, que historicamente respondem por 70% a 75% dos resultados da Líder Aviação, ajudou a compensar a retração registrada nas áreas de engenharia e infraestrutura. Com a crise gerada pela exposição das empreiteiras envolvidas na Lava-Jato e o arrefecimento dos investimentos em grandes obras pelo país, esses setores reduziram drasticamente sua participação nas receitas da Líder. “Essas atividades estão gradualmente se recuperando, mas a economia brasileira continua no cheque especial”, afirma o executivo.
O desempenho da empresa só não foi melhor porque o sobe-desce do dólar tem prejudicado o comércio de aeronaves, além de afetar o planejamento de custos, já que aviões e combustível são cotados na moeda americana. “Estamos sentindo o efeito ‘eletrocardiograma’ do câmbio porque pressiona custos e atrapalha a todos nos planos de investimentos de médio e longo prazos”, acrescenta o executivo. Atualmente, a Líder tem frota de 63 aeronaves, sendo 43 helicópteros e 20 aviões.
Um sinal de que os ventos sopram a favor do mercado da aviação executiva é a alta na importação de aeronaves. A Cisa Trading, uma das maiores importadoras do Brasil, registrou um movimento superior ao do ano passado, puxado pelo interesse das empresas por aeronaves de médio porte. “São aeronaves com valor entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões, cuja demanda visa atender às operações do dia a dia de empresas, que estão abrindo filiais ou ampliando seus negócios em diferentes regiões do país”, disse Felipe Videira, diretor executivo de negócio da Cisa Trading, durante a Labace, maior feira do setor na América Latina. Segundo ele, a procura tem como objetivo renovar a frota ou promover um upgrade no equipamento para voos no território nacional.
Na Cisa Trading, a previsão é que, em 2019, as encomendas de aeronaves importadas sejam superiores às do ano passado, tanto em valor quanto em volume, diante da perspectiva de um cenário econômico mais estável. O movimento começou no primeiro semestre e tende a se ampliar nos próximos meses.
Atualmente, o Brasil tem a segunda maior frota de aviação geral do mundo. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), o número de aeronaves no país deve crescer 10% no futuro próximo. Dentro desse segmento, encontra-se o mercado de aviação executiva, que vem apresentando um expressivo crescimento no Brasil.
Pelas contas da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), em 2018, o volume de operações registrou alta de 2,74% em relação ao ano anterior. Em 2017, o crescimento havia sido de 13,42% sobre 2016. Antes da crise, a frota de aeronaves do Brasil, que está entre as maiores do mundo, chegou a crescer 6% ao ano.
“O setor espera que o país encontre o caminho do crescimento porque a aviação de negócios, ou aviação executiva, depende do cenário econômico para crescer”, diz o presidente da entidade, Flávio Pires. Das 5.570 cidades brasileiras, apenas 142 foram atendidas pela aviação comercial em 2018, enquanto a aviação geral atendeu 1.110 municípios. Das mais de 15 mil aeronaves que compõem a frota da aviação geral brasileira, 11.804 são usadas na aviação de negócios (76%).

Oportunidade de lucros crescentes no Amapá

PRODUÇÃO DE GRÃOS — O mercado amapaense com grande potencial para o desenvolvimento do agronegócio no mercado exterior
Por Maikon Richardson
Especialista em Gestão de Pequenos Negócios/SEBRAE-AP

Uma das grandes vantagens do mercado amapaense é que: por ter uma geografia particular, encontra-se mais próximo dos principais centros consumidores da América Central, América no Norte e Europa.
O Estado tem uma posição estratégica em relação aos demais do país. Tornando-se viável, para o trânsito fluvial, para implantação de atividades comerciais com o mercado global.
Em comparação a somatória da nova rota de grãos mais o preço das terras no Amapá, aliado a adequação do terminal portuário na Companhia Docas de Santana-AP e a instalação do terminal de uso privado na Ilha de Santana, transformaram a vantagem comparativa de localização estratégica do Estado do Amapá ganha uma vantagem competitiva na área da produção de alimentos oriundos do agronegócios bem como da logística de transporte de grãos provenientes do Centro Oeste.
Estudos recentes comprovam que a exportação pelo Porto de Santana no Amapá até Rotterdan, na Holanda o frete é mais barato, enquanto comparando com outros estados o custo é bem mais alto.
O agronegócio está crescendo progressivamente no Amapá. Dentre os principais fatores que estão contribuindo para o desenvolvimento do agronegócio no Estado, destaca-se:

> A proximidade da produção em relação ao porto de Santana e do Terminal Privado;
> Infraestrutura de escoamento relativamente adequada;
> Constituição de fornecimento de elementos básicos para a produção como calcário, fertilizantes e defensivos que permitem a produtividade do solo;
> Relativa disponibilidade de terras no cerrado amapaense.
> São essas e muitas outras as vantagens para investir em agronegócio no Amapá, por exemplo: a viabilização de segmentos correlatos ao plantio e beneficiamento de grãos, como a piscicultura, avicultura e suinocultura, que podem se tornar rentáveis pelo preço das rações, que tendem a baratear.

Impacto Econômico para o Estado
O Estado do Amapá pode vir a ter muito rapidamente uma geração econômica indireta e promover uma movimentação econômica de 40% superior à atual, com o plantio de grãos.

Terras no Amapá, solo fértil
As terras agrícolas no Amapá estimulam negócios na região, pela forte valorização dos seus preços.

Vantagens competitivas para se empreender no Amapá:
> Grandes virtudes edafoclimáticas, inclusive com perspectiva de 2 safras por ano;
> Baixo custo de implantação dos projetos;
> Alto nível de competitividade logística;
> Significativo ganho econômico para o Estado;
> Alto ganho social local e regional;
> Baixo impacto ambiental;
> Conflitos fundiários relativamente reduzidos;
> Estrutura cooperativista.