INTERIOR

Bailique: o retrato do descaso das gestões de Waldez e Clécio

ESQUECIDOS — Imóveis antes utilizados pelas comunidades do Arquipélago do Bailique estão em escombros por causa do abandono
Por Eduardo Neves

Se quem mora em Macapá já se depara com a falta de ações do governo do Estado e da Prefeitura de Macapá, para quem mora no arquipélago do Bailique é pior ainda.
Foi o que constataram o deputado federal Camilo Capiberibe (PSB), o ex-senador Capi e a ex-deputada Janete, que cumpriram agenda na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, na localidade.
“Estamos há 20 vinte dias sem energia elétrica. A escola Bosque está abandonada, as passarelas estão caindo e não temos apoio de ninguém”, disse a moradora da Vila Macedônia, Maria Luíza.
Na Vila Paraíso, com a presença de representantes das comunidades de Vila Progresso, Macedônia, Igarapé do Meio, Jaranduba, Bom Futuro, São João Batista e Franquinho, a ausência de ações das gestões de Waldez Góes (PDT) e de Clécio Luís (Rede), no Arquipélago do Bailique, é afirmação unânime. “O Bailique só é olhado quando o PSB está no poder”, afirmou o Pastor Geovani Carvalho.
O ex-senador Capi lamentou o que está acontecendo no Bailique e no Estado todo. “Aquela decisão do TRE de véspera das eleições, anulando os meus votos e os de Janete, ajudou para continuar infelicitando a vida da maioria da nossa população. Mas é preciso ter esperança e acreditar que é possível recomeçar”, disse Capi.
Em meio a tantos problemas enfrentados pelos moradores do Bailique, uma articulação do deputado Camilo, juntamente, com o senador Davi Alcolumbre (DEM) vai possibilitar pela primeira vez a localidade ter ensino superior gratuito através da Universidade Federal do Amapá (Unifap).
“O nosso mandato vai garantir a continuidade desse projeto de melhorar a vida das pessoas através da Educação”, ressaltou Camilo.