TECNOLOGIA

GOLPISTAS VIRTUAIS

WhatsApp é usado como ferramenta para crimes cibernéticos

Golpistas pedem código para suposta ativação de anúncios em plataformas de vendas
Após assumir o WhatsApp das vítimas, golpistas solicitam transferências e pagamentos de boletos

Por Patrícia Azevedo

Um transtorno que superou qualquer travessura. Às 12h do dia 31 de outubro, a jornalista Janayna Cajueiro perdeu o acesso à sua conta de WhatsApp. Em seguida, recebeu o telefonema de uma amiga: “Tem uma pessoa se passando por você, me pedindo para pagar um boleto”. A reação da jornalista foi imediata. “É golpe! Cancela agora!”, alertou. Nas próximas quatro horas, vários conhecidos relataram a mesma situação – mensagens enviadas pelo WhatsApp de Janayna solicitando transferências bancárias ou o pagamento de boletos. “Não vou esquecer nunca: foi bem no Dia das Bruxas! Halloween mesmo. Hoje, é até engraçado porque nenhum dos meus conhecidos caiu no golpe, graças a Deus. Mas foi péssimo! Perdi o dia todo de trabalho, muito desgastante”, contou Janayna.
A história, no entanto, havia começado no dia anterior, quando a jornalista postou quatro anúncios para venda de móveis no site da empresa OLX. Durante o preenchimento do cadastro, pensou que a alternativa mais lógica era deixar o número de telefone exposto nos anúncios, para que os interessados pudessem entrar em contato. Quando finalizado, Janayna recebeu um e-mail para confirmação, e quase ao mesmo tempo, uma mensagem no WhatsApp, pedindo um código de seis números que seria mandado por SMS. “O perfil tinha a logomarca da OLX. Utilizaram os dados reais da empresa na mensagem – site, telefone, CNPJ, endereço. Não desconfiei em nenhum momento e passei o código”, descreveu a jornalista.
O problema é que o SMS recebido por Janayna continha, na verdade, o código de acesso do WhatsApp, agora nas mãos dos golpistas. Às 21h da noite do dia 30, uma quarta-feira, Janayna perdeu o acesso ao aplicativo pela primeira vez. O provável é que os golpistas tenham tentado por repetidas vezes entrar na conta da jornalista, com o código enviado, mas foram impedidos porque ela havia habilitado a dupla verificação de segurança. Na manhã de quinta-feira (31), com o acesso ao aplicativo retomado e sem relacionar os fatos, ela se deparou com uma dezena de e-mails enviados pelo WhatsApp, escritos em inglês.
“Aí que me atrapalhei. No desespero, apertei o link que cancelava a dupla verificação. Eles deram sorte que eu me confundi. Em seguida, eles me ligaram, me fazendo aguardar na linha pura e simplesmente para não me deixar entrar no WhatsApp. Foi nessa hora que desconfiei”, contou. Ao meio-dia, Janayna perdeu o acesso ao aplicativo pela segunda vez. Os golpistas assumiram a conta e começaram a fazer os pedidos. Quando recebeu o telefonema da amiga, ela teve certeza que algo estava errado e alertou os pais, o marido e os amigos mais próximos. Postou também mensagens no Facebook e no Instragam.

Sinais
A linguagem utilizada pelos golpistas nas mensagens foi o principal motivo de desconfiança dos amigos e conhecidos da jornalista. “As pessoas sabem como eu converso, como dou risada ou uso os emojis. Além de serem muito diretos nas mensagens, eles comentem erros de grafia, de concordância. São confusos ao explicar o que desejam. E muitos dos meus amigos já estavam cientes, porque liguei ou viram as mensagens nas redes sociais, então começaram a levar os golpistas na conversa e solicitar informações”, relatou Janayna. Dessa forma, ela conseguiu dados referentes a três contas, incluindo nome e CPF dos titulares, que foram incluídos no boletim de ocorrência.
Por volta das 15h, os golpistas retiraram a foto de Janayna do perfil e colocaram a logomarca da OLX. “Provavelmente para aplicar o golpe em outras pessoas. Meus amigos viram e tiraram prints da tela. Corri na minha operadora para bloquear o chip e impedir que outros fossem prejudicados”, completou. À meia-noite, Janayna terminou o seu Dia das Bruxas esgotada e de volta ao WhatsApp, agora com um novo número de telefone. O aprendizado: não passar códigos recebidos a ninguém e ativar sempre a verificação em duas etapas. Para a jornalista, os envolvidos se aproveitam do imediatismo, agindo muito rápido, assim que os novos anúncios são postados na plataforma da OLX. “E uma última dica, que eu já praticava: não salve contatos como ‘pai’ e ‘mãe’, utilize sempre o nome da pessoa”, ressaltou.

Pesadelo
O estudante Lindon John passou, em agosto, por situação parecida, que descreveu como um “verdadeiro pesadelo”. Também na esperança de facilitar o contato com possíveis compradores, deixou seu número de celular exposto em um anúncio feito no site da OLX. A diferença é que o contato para a suposta confirmação do anúncio ocorreu por meio de um telefonema. “Pediram para eu confirmar alguns dados e passar o código que seria enviado por SMS. Neste momento, na correria do dia, não verifiquei o autor da chamada e simplesmente ditei para o sujeito os seis números que apareceram para mim na mensagem”, relembrou Lindon. Em seguida, pediram para que o estudante aguardasse na linha. Após três minutos de espera, Lindon perdeu a paciência e encerrou a ligação.
“Neste momento, fui acessar meu WhatsApp para me comunicar com quem precisava e vi que não tinha mais acesso ao aplicativo. Ele pedia o código de verificação, que eram os seis números que havia passado para o sujeito via telefone. Entretanto, eu só poderia solicitar novamente após um período de tempo, algo em torno de cinco horas”, afirmou. Lindon começou então a ligar para seus principais contatos e postou alertas nas redes sociais. Ele calcula que conseguiu atingir cerca de 80% da sua rede de relacionamentos, evitando assim que as pessoas caíssem no golpe e realizassem a transferência de dinheiro. A próxima batalha foi reaver o controle da conta. Lindon ligou para a operadora de telefonia, que informou não ser possível prestar ajuda.
“Disseram que não podiam fazer nada e me indicaram pesquisar por uma conta de e-mail de suporte do WhatsApp. O aplicativo não possui um SAC via telefone, o que torna desesperador. Busquei e encontrei um e-mail de suporte que, ao meu ver, nada adiantou. Recebia respostas sem nexo de retorno e nada conclusivo. Por fim, pedi que denunciassem minha conta, para que ela fosse bloqueada e o sujeito que me aplicou o golpe ficasse sem acesso. O que parece ter funcionado”, relatou o estudante.
Lindon ficou sem WhatsApp por 12 horas até conseguir solucionar o problema. Meses depois, o estudante recebeu um pedido de ajuda de uma pessoa que havia caído no mesmo golpe e decidiu procurar a redação do Dom Total, com o objetivo de alertar um número maior de pessoas. “Não é só no OLX que isso ocorre. Após conversar com um amigo, ele me informou que foi vítima desse mesmo golpe, porém via WebMotors. Qualquer marktplace no qual você pode disponibilizar seu número para facilitar o contato de possíveis clientes, você estará correndo o risco de cair neste mesmo golpe”, reforçou. Após o sufoco, o estudante habilitou a autenticação de dois fatores em seu aplicativo e recomenda que todos façam o mesmo.

Caiu no golpe
Em 14 de novembro, por volta de 16h30, o analista de sistemas Janser Lemes recebeu uma mensagem de um amigo pedindo ajuda em uma transferência bancária, uma vez que havia excedido seu limite diário. “Ele perguntou se eu poderia fazer. Como eu estava na correria do trabalho e por ser um amigo de confiança, nem prestei atenção”, contou Janser. Os golpistas pediram uma primeira transferência de R$ 1.320 e, em seguida, uma nova transferência de R$ 980.
“Logo transferi os dois valores, totalizando R$ 2.300. Houve displicência da minha parte. Se eu tivesse lido a conversa com mais cautela teria percebido que era golpe, pois o fraudador não falou meu nome, usou gírias que o meu amigo não usa”, afirmou o analista de sistemas. Às 22h30, Janser recebeu uma mensagem de seu amigo, informando que o celular havia sido clonado. Já era tarde. A logística do golpe foi a mesma dos casos anteriores: o amigo de Janser havia anunciado um produto na OLX e recebeu um telefonema para confirmar as informações. A novidade é que os golpistas conseguiram burlar o segundo fator de autenticação, sem contar com a distração da vítima, como no caso de Janayna.
“Como? Os bandidos mantiveram ele na linha enquanto acessavam o seu WhatsApp, então quando pediu o código do segundo fator de autenticação, eles clicaram em ‘esqueci’, então para recuperá-lo. O WhatsApp te liga para informar o código, mas a linha estava ocupada, então caiu na caixa postal. Hoje é possível acessar qualquer caixa postal desde que você tenha o número do telefone e senha. A senha padrão para a maioria das operadoras é 123. Desta forma os bandidos acessaram e pegaram o código enviado pelo WhatsApp”, contou Janser.
O analista de sistemas foi à delegacia com seu amigo, para registrar boletim de ocorrência, mas o próprio policial disse que casos assim “ficam por isso mesmo” e zombou por terem caído no golpe. “No banco para o qual o dinheiro foi transferido também não puderam fazer nada, além de bloquear a conta que recebeu o dinheiro, mas essa altura, o dinheiro já havia sido sacado”, completou. Janser acredita que faltou boa vontade da polícia e do banco, uma vez que todas as agências possuem câmeras e as operações ficam registradas.

Estatística
Janayna Cajueiro, Lindon John e Janser Lemes são três entre as milhares de vítimas de golpes virtuais realizados no segundo semestre deste ano. De acordo com levantamento feito pela associação SaferNet Brasil em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), pelo menos 366 crimes cibernéticos são registrados diariamente em todo o país. Em 2018, o número total de queixas chegou a 133.732, o que representa um aumento de quase 110% em comparação a 2017, quando foram registradas 63.698 denúncias.
A primeira recomendação às vítimas é guardar o maior número de dados referentes ao ocorrido, como e-mails, fotos da tela (celular ou computador), informações do infrator e mensagens em rede sociais. Em seguida, deve-se procurar uma delegacia de polícia e realizar um boletim de ocorrência. Algumas cidades já possuem delegacias de polícia especializadas em crimes cibernéticos. Em Belo Horizonte, ela está localizada na Avenida Francisco Sales, 780, Santa Efigênia.

TSE pede a WhatsApp dados sobre disparos por empresas nas eleições 2018

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Og Fernandes, determinou ao WhatsApp que informe se um conjunto de números de empresas e sócios investigados pela justiça eleitoral realizou algum tipo de automatização no envio de mensagens durante as eleições de 2018.
A investigação foi aberta após manifestação da coligação Brasil Soberano (PDT/Avante) e apura o suposto uso de ferramentas de disparos em massa e automatização via WhatsApp para divulgação de apoio ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL) e difusão de publicações contrárias à candidatura de Fernando Haddad (PT).
A prática viola a legislação eleitoral, que proíbe o uso de softwares de automação de impulsionamento de conteúdo que não sejam oferecidos pelas próprias plataformas – ou seja, qualquer impulsionamento pelo WhatsApp seria irregular, já que a empresa não permite isso.
Em outubro, o ministro Jorge Mussi solicitou que operadoras de telefonia repassassem os números atrelados às quatro empresas e aos sócios investigados no caso. As companhias teriam sido supostamente contratadas para efetuarem o disparo em massa em prol da candidatura de Jair Bolsonaro. O Palácio do Planalto não comenta o caso. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do WhatsApp.

WhatsApp fora do expediente pode contar como hora-extra

O uso do WhatsApp para além do expediente de trabalho pode configurar hora-extra para o funcionário

As redes sociais fazem parte do dia a dia das pessoas no mundo inteiro. Aplicativos como o WhatsApp servem, inclusive, como ferramentas de trabalho. Mas até onde vão os limites desse uso? Responder o chefe fora do horário de expediente, atender a uma demanda, pode ser considerado hora-extra?
Segundo pesquisa realizada pela consultoria Croma Insights, o WhatsApp é o aplicativo mais usado pelos brasileiros. São 120 milhões de usuários ativos mensalmente. A rede social é também uma ferramenta de trabalho para 60% dos entrevistados, número três vezes maior do que o e-mail, que representa 20%.
Quando esse uso se estende para além do expediente, de forma corriqueira, pode configurar hora-extra para o funcionário, de acordo com o especialista em direito do trabalho Ricardo Hampel, do escritório AB&DF Advocacia.
“O limite é o bom-senso. Se isso acontece de forma esporádica, não tem problema, não há, por parte da empresa, dever de indenizar. O problema é quando se torna rotina”, diz ele.
Hoje em dia, é possível resolver muita coisa por meio de aplicativo. “Posso dar ordem, receber, determinar ou praticar diligências. Tudo por mensagem e, às vezes, a empresa contata o empregado em horários inoportunos, até de madrugada. Se isso ocorre de maneira corriqueira há, sim, o dever de indenizar”, esclarece.
Nos tribunais, o entendimento é baseado nessa habitualidade do contato em horários inoportunos, não há dispositivos na lei que tratem especificamente do assunto. “A nossa legislação trabalhista, ainda que tenha sofrido uma reforma, em novembro de 2017, é de 1940. A reforma veio até para torná-la mais contemporânea, mas ainda guarda traços de um Brasil muito distante, atrasado, que não é a realidade que vivemos hoje”, analisa.
O trabalhador que se sinta lesado pode ingressar na Justiça do Trabalho, mesmo sem advogado, ou pode contar com a Defensoria Pública e até mesmo a assistência jurídica de faculdades de Direito, que prestam serviço gratuito para quem não pode arcar com os custos.
“Como se fosse um juizado especial cível, ele pode dar início a um processo”, explica Hampel. O advogado chama a atenção, no entanto, para os riscos que o trabalhador corre no caso de uma condenação.
“A reforma trabalhista pontuou algumas coisas novas, inclusive os chamados honorários de incumbência. Antigamente, era muito comum a gente ver empregados que ingressavam na justiça e faziam um rol de pedidos extremamente extensos. Hoje em dia, além de perder, você ainda pode ser condenado a pagar os honorários do advogado da parte vencida”, avisa.
Para evitar condenações, o especialista aconselha o trabalhador a reunir provas e ter cuidado com o que vai pedir. “Se você acha que seu direito está sendo violado, produza o maior número possível de provas, tire print das mensagens, com o horário que você está sendo demandando, junte uma coletânea de testemunhas e documentos, para ingressar na Justiça, bem amparado, e evitar surpresas, um julgamento improcedente e eventual condenação”, alerta.

Uber permitirá que motoristas mulheres optem por transportar apenas passageiras

Motoristas mulheres dirigindo com a plataforma Uber poderão ter uma clientela formada somente por outras mulheres
Por Cecília Emiliana

Mulheres parceiras da Uber agora poderão optar por atender apenas passageiras. A novidade integra o pacote Elas na direção, recentemente lançado pela empresa. A iniciativa será implantada a partir de novembro, a princípio, em três cidades brasileiras: Campinas, Curitiba e Fortaleza. Belo Horizonte e demais localidades contempladas pelo aplicativo serão incluídas no projeto a partir de 2020. Batizada de U-elas, a ferramenta que permite escolher o gênero do público poderá ser ativada ou desativada a qualquer momento.
Segundo a Uber, as mulheres correspondem a apenas 6% da base de 600 mil motoristas e parceiros. O novo recurso busca estimular a adesão feminina ao app de transportes, já que, de acordo com um levantamento empresa, 64% das motoristas identificam a segurança como principal entrave para começar a dirigir na plataforma. A dificuldade de acesso a um carro foi citada por 34% entrevistadas.
“Esperamos que esse seja um primeiro passo para que, no futuro, tenhamos um número suficiente de mulheres dirigindo com a plataforma para também oferecer essa opção para usuárias mulheres com a mesma eficiência que é marca registrada da Uber”, afirma a diretora geral da Uber no Brasil, Cláudia Woods.
Fruto de uma parceria entre a Uber, a Rede Mulher Empreendedora e a economista Gabriela Mendes, o Programa Elas na Direção inclui descontos especiais no aluguel de veículos em unidades da Localiza Hertz situadas nas três cidades-piloto. A locadora também vai dispensar a exigência de cartão de crédito para mulheres cadastradas no app, mas que nunca realizaram uma viagem.
Outra vantagem oferecida pelo Elas na Direção é a garantia de renda mínima de R$ 1.500 nas primeiras 100 corridas.

Instagram lança ‘Threads’, aplicativo para troca de mensagens

(foto: Loic Venance / AFP)
Por Rafael Carelli

O Instagram anunciou, na quinta-feira (3), o lançamento do aplicativo ‘Threads’. A ideia da empresa, que faz parte do grupo Facebook Inc., é criar conexões mais ágeis e íntimas entre usuários que fazem parte das listas de ‘melhores amigos’, dando maior controle dentro da plataforma.
O ‘Threads’ engloba várias funcionalidades que ficaram conhecidas como marcas do concorrente, o Snapchat. Além da tela, que se abre diretamente na câmera, o usuário poderá enviar fotos e vídeos, que se deletam automaticamente. Os destinatários serão os amigos na lista de ‘melhores amigos’, do Instagram e as mensagens podem ser enviadas para vários de uma vez ou individualmente.
Outra função do novo aplicativo do Instagram é a possibilidade de compartilhamento de localização, algo parecido com o Snap Maps, do Snapchat. As fotos e vídeos feitos dentro da plataforma podem ser editadas com comentários, desenhos, filtros e figurinhas, como são os stories. Os status, como os existentes no Whatsapp, —também estarão presentes.
A conexão do aplicativo com o Instagram permitirá que as mensagens e fotos trocadas no ‘Threads’ possam ser vistas no Direct do Instagram, dando controle total ao usuário da plataforma.
O lançamento do novo aplicativo é um golpe direto na rivalidade entre Facebook e Snapchat. Pesquisas recentes mostram que a população jovem dos Estados Unidos tem preferência por usar o Snapchat e, aos poucos, abandonam o Instagram. As inovações na plataforma buscam atrair os mais novos para o aplicativo.
O aplicativo ‘Threads’ pode ser encontrado na AppStore (iOS) e na Google Store (Android) a partir da quinta-feira (3).

Uber lança aplicativo de empregos temporários; veja como funciona

A Uber anunciou, na noite desta quarta-feira (2), o lançamento oficial do aplicativo ‘Uber Works’. A plataforma começa a operar em Chicago e vai, aos poucos, expandir sua área de atuação. O ‘Works’ conectará candidatos a vagas de emprego temporárias e recrutadores, possibilitando pagamento pelo próprio aplicativo.
Alguns aplicativos com a mesma proposta já atuam nos Estados Unidos, como o Workpop e o Shiftgig. O Uber Works permitirá que o usuário procure por empregos que não tenham vínculo empregatício. Para isso, a empresa americana firmou parcerias com companhias de recrutamento, que conectarão contratantes e candidatos.
A ideia da plataforma é oferecer a experiência de ponta a ponta. No cadastro, o usuário registra seu currículo, a disponibilidade de turnos para trabalho e pretensão salarial. Dentro do aplicativo, o trabalhador pode gerir as horas extras, informar que não poderá trabalhar em determinado dia e receber seus pagamentos.
Segundo a Uber, a ideia do aplicativo é que o trabalho não é uma atividade em si. A empresa aponta que funções como cozinheiro, trabalhadores de depósitos, faxineiros e staff de eventos têm características que usam prioritariamente o trabalho temporário, facilitando para contratantes e candidatos.
A empresa americana enfrenta crise em suas atividades tradicionais, de aplicativo de mobilidade urbana. O capital da companhia foi aberto em maio e, por várias vezes, o valor dos papeis da Uber nas bolsas de valores atingiu números próximos aos do lançamento, zerando os ganhos dos investidores.
Os problemas de regulação, que causaram inúmeras polêmicas com o aplicativo original, Uber, Uber Eats e Uber Pool, também podem ser um problema para o Uber Works. As legislações trabalhistas variam de acordo com o local de atuação, até mesmo dentro do mesmo país, prometendo grandes disputas jurídicas para a ampliação do novo serviço.
Lançado primeiramente em Chicago, o aplicativo tem a proposta de atingir a excelência na cidade, localizada no estado americano de Illinois. A empresa não fixou datas de lançamento para outras cidades dos Estados Unidos e nem em outros países.

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